19.8.11

Esmolo um pouco mais,
um pouco mais de amor.

Um-amor-de-amora.
Um-amor-de-amora-agora.

Terei em mim todos as cores,
todos os amores.

Cederei gratuitamente,
em um simples ato de d-o-a-ç-ã-o.

Colocarei o amor na boca-dos-ventos,
assim ele irá e virá.

Pra mim, pra você. Para nós.
Então será mutiplicado. Multiplicamos.
Eu só quero que você venha.
Pode vir de mãos vazias e com o bolso leve.

Quando isso acontecer, não me ligue.
Não mande notícias, não me conte absolutamente nada.

Chegue de surpresa, por trás.
Ou por qualquer outro lugar onde eu não posso lhe ver.

Tape meus olhos com tuas mãos,
E friamente me mande adivinhar quem é.

Caso eu me engane - o que é improvável -,
Grite comigo em um tom de recreio.

Vire-me, e então você terá vindo fazer
O que sabe fazer de melhor!

Abraçar-te-ei, meu abraço mais forte.
Por alguns segundos terei falecido.

Irei despertar ouvindo alguém dizer:
- Os olhos dela parecem sorrir!

11.8.11





Não consigo viver com nada entalado, sabe? Pra mim isso é a pior coisa do mundo. Por favor, não me julgue. Pergunte, fale, me ouça, enxergue. Não sou fácil, mas acho que ninguém é (é?). Tudo pode ser conversado, basta saber ouvir sem arrogância ou pré-conceitos. Não estabeleça rótulos pra mim, tampouco me catalogue. Não tenho definição certa, mas vivo com um sentimento que nunca dorme ou se cala. Tente me descobrir. E entenda que inseguranças fazem parte da vida de todos nós. Não me mande superar uma coisa sem saber como me sinto na frente dela. Me dê apoio quando eu preciso, pois por mais forte que eu seja muitas vezes preciso de uma mão na cabeça e por mais mimada que eu pareça muitas vezes preciso enfrentar as coisas. Para ambas as situações, preciso de apoio (e quem não precisa?).






Hoje mais cedo, denominei o que vivo de expectativa de vida! Disse que aqui se morava melhor, se respirava melhor, se amava de maneira mais intensa – inteligente! Que se já não há muito tempo pra escrever poesia, é porque vivê-la é insuportavelmente mais saudável, como uma canção da Stace Kent, numa mistura de Blues e Brega que só alguém com medo dos 27 anos, julgaria gostar! Descuidando-me um pouco, tenho lido mais, bebido mais café e estudado menos a gramática. Porque aqui se aprende mais abrindo as janelas e cozinhando para os amigos... E quando antes da meia noite você tranca a porta da frente, é só porque agora, é hora de sentar ao lado da estante e pescar Novas Cores Claras.
Duvido muito que seja apenas problema nas linhas telefônicas. Numa tentativa de erros e acertos, optei por deixar em branco talvez o café romano, as ideologias poéticas; num romance é preciso começar certo para terminar certo! Em outra oportunidade eu poderia estar sufocando os versos, mas por hora, disciplinemos os olhares, os verbos – “Sentir com inteligência e pensar com a emoção”.


Prometo que agora, visito os bons amigos.
Que entre uma noite à luz acesa e as estradas apagadas do norte, separo meia tonelada de “cores desbotadas numa bolha de sabão.” Prometo defender em tese, que a ingenuidade assusta aos terríveis impuros de espírito e que a espiritualidade junta a cada estrofe, rima num poema leve, - nem enfrenta filas, nem paga taxa no banco central! Você parece um poema que lê um livro e interroga poetas como nos filmes de bang bang.


Nós em nós...

Até tentei não chorar


Juro que tentei lembrar do seu sorriso

E de tudo o que há de mais bonito em nós...


Mas nessa noite tão fria

Tudo o que eu mais queria era estar por perto

Pra sentir a tua voz falando de nós...


E não tem segredo,

Não é o frio que me causa arrepio:

É o silêncio que nos cala a voz

Quando os nossos olhos se encontram a sós

E vejo o desejo teu de desfazer esses nós!



3.8.11

Porque não deve ser tão ruim assim ter alguém pra abraçar, chamar de amor..
PENA EU Ñ SER TÃO ROMANTICA...
Se eu contasse as minhas dores,

e os meus amores,
o que você contaria?

Se eu tocasse os teus segredos,
e os teus cabelos,
o que você sentiria?

Se eu te chamasse, você viria?
Se eu te abraçasse, você ficaria?
Se eu te beijasse, você amaria?

Se eu mudasse
o teu mundo estranho,
o que você buscaria?

Se te roubassem
os teus olhos castanhos,
aonde eu andaria?

Se eu te chamasse, você viria?
Se eu te beijasse, você me amaria?
Se eu te contasse o que mudaria?

Viu, eu vou mesmo! Não se assuste tanto assim, mas as minhas asas poderiam atrofiar se eu não as abrissem e quando eu vi, já estava voando por aí. E todo mundo um dia bate as asas e voa. Pra perto ou pra longe. E hoje eu estou logo ali. Mas, viu, não chore não. Eu te levarei comigo. Sempre. Dentro do meu coração.

Viu, acene quando eu passar por você. E deixe o vento secar as tuas lágrimas. Foi o vento quem despertou em mim esse desejo de voar. Se quiser vir, viu, eu te buscarei. Se não, um dia eu volto sim. Você sabe que os que voam também sentem saudades...