27.1.11

Às vezes, eu tenho vontade de abrir a janela do meu quarto e gritar para o mundo: " ME DEIXAAAAAAAAAAA !!!! ME  ERRA! ME ERRAAAAAAA!"
É que às vezes, fico querendo um pouquinho de solidão.
Torcendo pra que esqueçam o meu nome.
Meu número de telefone.
A rua onde eu moro.
O número da minha casa.
E até a porta do meu quarto.
Fico querendo dizer: me deixem quieta no meu canto.
Não me pergunte nada.
Não tente me fazer rir.
E não se importe se eu estiver chorando.
Não fique assim, me rodeando.
Só me deixa só um pouco...
hoje eu estou querendo um pouquinho de solidão!!!!

Ei, viu, mas não me deixe só por muito tempo não! Eu estou só fazendo um charminho. Eu tenho medo da solidão... de mais !!!!
É exatamente isso que eu faço quando minha vida toma um outro rumo, e eu tenho que começar uma nova história pra dar continuidade a minha existência. Evito o que acabou. Eu costumava dizer: se eu pudesse, eu apagaria boa parte do meu passado. Mas pensando bem, eu não apagaria. Eu só evito pensar nele. E isso é normal, não é? Evitar o que nos incomoda. No meu caso: o passado. 

- Eu preciso te encontrar.
- Eu também preciso.
- Precisa me encontrar?
- Não, preciso me encontrar. Eu me perdi em uma dessas madrugadas de insônia, quando o vento batia forte me levando tudo. Me levou embora de casa, do meu mundo, me levou embora de mim mesma. (...)
 
é você que me toma o pensamento. E é só disso que eu preciso.
Meu pedacinho de céu.
Era saudade o que eu sentia. Mas era saudade de alguém que eu saibia que voltaria, e eu sabia que quando o encontrasse, tudo o que sentíamos um pelo outro estaria exatamente no mesmo lugar, talvez em proporções diferentes, proporções cada vez maiores.
E não tê-lo por perto, era como se os dias se tornassem sem sentido algum.
Eu sabia, que só precisava de uma carga, igual desses celulares, eu só precisava de uma carga dele pra que tudo voltasse ao normal.
É, era pura saudade o que eu sentia, mesmo sabendo que "saudade não é tudo".

Evitando..

É exatamente isso que eu faço quando minha vida toma um outro rumo, e eu tenho que começar uma nova história pra dar continuidade a minha existência. Evito o que acabou. Eu costumava dizer: se eu pudesse, eu apagaria boa parte do meu passado. Mas pensando bem, eu não apagaria. Eu só evito pensar nele. E isso é normal, não é? Evitar o que nos incomoda. No meu caso: o passado.

?

- Por que você ama a chuva ?

E eu respondo:

- Porque me inspira.
Depois porque ela nunca me deixa esquecer que o sol vai voltar.
No fim, fica sempre sol dentro de mim !!!!

É assim que é !!!

25.1.11

...E vou ser chuva quando eu chorar. E girassol quando eu sorrir. E quando eu não souber explicar o que estou sentindo, MEU OLHAR vai responder...

20.1.11

VEM?

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,


A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços..."

Ontém não vieste... A tua ausência justificada. Será que vens hoje? Quero crer que sim... O meu coração está à tua espera, como sempre...







Vem... e prende-me toda nos teus braços e não me soltes nunca mais.



19.1.11

Não muito mais eu sei...

Há histórias de amor muito bonitas, mesmo que um dia acabem.

Não sou do tipo romântica demais. Mas tenho cá meus devaneios.
Eu vivi uma delas, nos últimos anos.
Uma relação que me fez sorrir de novo...
Senti-me amada, senti-me como adolescente, esperando ele dizer que "Gosta", só isso bastava. Até o dia em que ele disse: - EU TE AMO! assim de surpresa, no começo fiquei apreensiva, mas depois vi que era fato, porque repetiu-se várias vezes.
Senti que tinha alguém ao meu lado, capaz de me aconchegar em todos os momentos.

Vivemos de palavras, de emoções, de desejo.

Durante meses não faltaram demonstrações de carinho, afeto, lucidez e também de amor, espalhados por aí...

Noites sem dormir, por não nos conseguirmos separar.

Estou a falar no passado, como se esta história tivesse acabado. A verdade é que acho que, quando há amor, nunca acaba. Podemos mudar a maneira de sentir, pode a paixão esfriar, mas o amor fica.

O que mudou, então?

O meu coração deixou de sorrir ao ler as palavras de amor dele. Um dia destes deixou-me algo nos comentários, palavras que, noutra altura, me teriam feito feliz. Mas, desta vez, senti o nada... se é que isso existe. Ando meio incerta sobre o que sentir agora, uma paixão moderadamente louca, torta, será que falou mesmo o que sentia, ou o que lhe cabia falar naqueles dias? Amor meu, o que sentes agora?

Sei que toda a vida recordarei esta história.

Com um sorriso nos lábios, quando eu conseguir aceitar que ele nunca tenha tido coragem para enfrentar o amor que sempre mostrou sentir...

Curioso. Perguntou-me ele, mais que uma vez "como te vais sentir daqui a pouco, quando nos separarmos?"

Bem. E com um sorriso nos lábios...
Pois não há o que não trema diante da incerteza. Respondi de pronto.

18.1.11

Cântico Negro - José Régio

"Vem por aqui"

- dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"
A curiosidade matou o gato...
O que isso quer dizer?... NADA!...

Só um ocasional e acentuado espírito de porco
motivado por um coment devidamente removido.

Como uma boa menina que sou e sua dualidade
também tenho os meus dias negros... acéfalos...
aqueles em que a "outra" urge, necessita expressão.
Geralmente tenho o bom senso de não postar nada
nestes dias... mas hoje não consegui evitar, já
que as duas precisavam lavar a alma, então:

FOOODAAAAAAAAAAA-SEEEEEEEEEE!!!!!


fodam-se os hipócritas, os pobres de espírito,


os mentirosos, os fuxiqueiros,


os lerdos, os lesos, os covardes, escrotos anônimos


que oferecem suas partes intimas para serem


lambidas em comentários de blogs, (desculpem


pessoas que eu amo e que lêem isso, mas algumas


coisas me "indiguinam" muito!!!!!!)...


fodam-se, os que exploram sentimentos que não


são pra eles, levam o melhor de nós  e deixam o pior de si..... Você se identifica com alguma das  "qualidades" acima? AZAR SEU, FODA-SE!!!!!


...é isso, alma lavada então...


Sou adepta da liberdade de expressão com
responsabilidade... mas isso não quer dizer
permissividade, deixar barato ... nunca...
então é só respirar fundo ... e voltar a
serenidade, doce wind....

??????

Porque tem dia que o desejo de desistir é tão intenso que quase te faz desistir de fato. Porque tem dia que a dor é tão aguda que só se deseja acabar logo com tudo, não importando como, desde que acabe. Porque que tem dia que o desespero domina de tal forma que a cabeça não consegue formular uma simples frase para que se consiga fazer uma pesquisa no google para um trabalho importante. Porque que a vontade sumir do mundo aumenta cada vez mais não deixando espaço para se respirar tranquilamente. Porque que tem dia que se prolonga por meses, sendo sempre os mesmos dias sem esperança e perpectiva, sendo dias e mais dias que mais parecem cópia do primeiro dia, que se repete repete e repete, só a dor que aumenta em progressão geométrica, numa velocidade exorbitante. Porque que os dias não cessam, não preciso mais deles, são todos iguais, e quando não são iguais, são piores ainda. Melhor que acabassem esses dias todos, ficaria numa boa num mundo sem dia sem nada, só com minha cama e minha coberta de menininha. Porque existem esses dias que se repetem e não acabam nunca. Porque não me tira daqui já que não há nada a fazer, pelo menos que eu possa fazer agora. Pelo menos livraria minha mãe de olhar em meus olhos e ver esse olhar de zumbi que se apossou de mim a tanto tempo...

Doces Lembranças...

Queria que todas as crianças pudessem ser privadas da dura realidade da vida e assim ficar apenas com a doce inocência de suas infância. Mas nem sempre é possível.

Eu fui abençoada nisso. Tive coisas fantásticas e mesmo o que era ruim, aprendi desde cedo a interpretar e aceitar como aprendizado e assim ver que foi algo bom também. Agora sou menina grande já, e meus sonhos ainda não se realizaram. Quer dizer alguns daqueles de criança como estudar(ja estou me formando), ficar menstruada(isso faz tempo),  Mas consegui novos sonhos, tão ricos quanto aqueles tão inocentes, agora já conscientes(nem tanto) e com certeza mais desejados e veementemente imaginados e sentidos, e alvo de luta constante.

Legal pensar na pequena Faby, como ela sonhava, coisas tão diferentes de agora, como ir pra lua e falar com o papai noel. Sempre há resquicios desses sonhos(menos falar com o papai noel rsrsr).
Tô estressada e insegura, amanhã é minha ultima vez de ser feliz?, reta final ha minha frente. Panico total.
Mas na verdade isso não me assusta. Apenas dá uma leve mexida com minha estrutura, há coisas que me fazem virar do avesso, a ponto de olhar o meu interior. Isso sim é assustador.

14.1.11

Ciclo viciooosooo...

Amava tanto, mas tanto, que doía. Doía muito. Optou então, pelo caminho que naquele tempo parecia o correto: não amar mais. Nunca mais. E assim fez, - ou pelo menos foi o que tentou fazer-.


Depois que o tempo foi diluindo todas as lembranças sobre aquele amor, foi restando apenas medo, de que aquela situação se repetisse outra vez. De fato, se repetiu. Mesmo que tentasse evitar, mesmo que tentasse fugir - como muitas vezes tentou -, todos os seus caminhos levavam sempre pra aquele lugar: nos braços daquela outra pessoa, que também tinha o mesmo medo: de amar.

Deixou-se levar. Soube então, como era bom ser correspondida, passar o dia pensando naquela outra pessoa que também pensava nela, admirar as imperfeições do outro, que também admirava as imperfeições dela. Se levou nos suspiros, e mais uma vez estava ela lá de novo: amando, e fazendo planos pra um novo "pra sempre".

Amou tanto, mas tanto, que amor demais acabou te fazendo mal. Amou tanto que doeu outra vez. Só que diferente da outra tentativa de amar, ela descobriu que o problema era com ela. Por não saber digerir Amor, e tanto amor acabar sempre lhe fazendo mal...

13.1.11

MONOGAMIA SEQUENCIAL

Com você eu conheci tudo aquilo que eu temia, descobri caminhos por onde eu andaria. Desenhei paisagens como aquelas que eu via nos meus sonhos, você sempre esteve por lá, parecia um anjo, que estaria pronto pra aparecer sempre que eu chorasse - e assim foi -. Estava também nas minhas miragens loucas que minha mente fantasiava, minha fuga da realidade.

Conheci mares distintos sem nenhum medo de me perder, e cada vez mais sabia que você era toda minha certeza, minha segurança. Confesso, que no começo tudo foi mais fácil. Aos poucos fui descobrindo sobre a ironia do destino, se assim posso dizer. E você já fazia parte da minha vida, eu só não tinha me dado conta do quanto. Mais isso não era o suficiente, não naquele momento. A confusão da minha vida, pode ter afetado a confusão dos meus sentimentos. Talvez da sua, não é? Mais as vezes acho que não sou tão calculista assim. Ou estou enganada? Eu apenas fugi do drama mais uma vez. Um erro da minha parte. Talvez. Conclui que eu tenho muita coisa a te dizer, ainda. Só não sei quando, como, e nem se um dia chegarei a te dizer tudo. Até porque, eu não quero me confundir mais, com tantas palavras contraditórias. Porém, reais.


O plano dos dois era muito simples: permanecer juntos . Um plano que qualquer um concordaria que era realizável. Almas gêmeas destinadas a ficarem juntas. Mas por acaso, um dia o destino havia mesquinhamente mudado de idéia.

Dance of Days.

Será que vamos perder

tudo que amamos por entre nossos dedos

Sem resistir, sem mostrar que vivemos?
 

Se acabou aos poucos, perdendo o tempo, e as emoções. A vontade, e a alegria. Hoje lhe sobra neurônios acabados pelo álcool e pela insônia. A mente suja, o corpo destruído, e o coração quebrado em mil pedaços. Uma solidão em plena madrugada, e um completo vazio... Já não consegue lembrar de quase nada, somente das amarguras, e o resto do carinho "daquele tempo". Que foi, acabou, e não volta mais. talvez volte, mas até lá...
Uma menina, alguns fatos e uma porção de roubos...

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.

• Uma pequena teoria •

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim.
Mas para mim está muito claro que o dia se funde através de
uma multidão de matizes e gradações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelo céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.

• Eis um pequeno fato •

Você vai morrer.

Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me pessa para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo. (...)

A menina que roubava livros.
Quem sabe um dia, eu encontre o equilíbrio que preciso, para manter uma espécie de balança entre os acontecimentos do meu dia-a-dia. Talvez ser uma dessas pessoas que não se abalam tanto com os problemas. Que sabem dividir as situações, compreender, e todas essas coisas, das quais eu não tenho ainda na minha lista de qualidade. Comigo é assim, basta uma coisa dar errado, pra estragar tudo. Desequilibrada, atrapalhada. E ser assim as vezes cansa. Desmorona muitos castelos, desconstrói diversas coisas em que passei dias a dentro construindo. Diversas incerteza ressurgem, causa uma bagunça danada. Quase que impossível de se controlar e fazer tudo voltar ao normal. Mas enquanto eu não acho o tal equilibro, deixo as coisas ficarem assim. De cabeça pro ar.

Quando está sol e ainda é dia eu sonho com você de olhos abertos, com aquele sorriso meio sem sentido no rosto desenhando um arco na face cansada pela rotina chata em que vivo. Quando a noite cai, a lua me pesa nos olhos e minha cama substitui - ah quem dera - o calor dos seus braços para que com você, eu possa sonhar agora de olhos fechados. E quando chega o final de semana eu os realizo e me realizo ao lado do meu sonho tangível.

Eles gostavam de estar assim: a sós. Dividindo um ao outro suas vidas. Embora soubessem que talvez amanhã, não iriam mais saber o que fazer com elas.
Eu estou vivendo uma coisa muito boa.

Aquela coisa que a gente suspeita que nunca vai acontecer.

Aconteceu.

Caio Fernando Abreu
Eu dei uma parada de postar aqui no blog como antigamente, e nesse tempo que fiquei sem publicar eu percebi que me sinto bem mais a vontade escrevendo pra mim mesma, do que pra alguém ler, de verdade. Tanto que o meu desktop tem mais de 20 arquivos com textos enormes que escrevi nessa ultima semana, e que é bem provável que ninguém vá ler, porque, claro, eu não vou postar. É bem mais a minha cara colocar a mão sobre o teclado e escrever loucamente coisas sem sentido do que tentar colocar nexo em cada frase por saber que um outro alguém irá ler.

Mas então, vou tentar voltar a postar aqui, embora eu ache que em pouco tempo vou deixar o blog abandonado outra vez. Enfim.

...

Sentada perto do balcão do bar, ela me ouvia.
Uma conversa adulta demais sobre a minha vida não tão adulta assim.
Eu precisava de alguém pra me dar conselhos, mesmo que no fundo eu saiba que não sigo conselhos de ninguém. Sou um pouco egoísta demais, eu diria.

Três cervejas, e enfim, fim.

Falei tudo, ou tudo que eu achava necessário mais alguém saber.

Ela começou a falar.
E de fato, achei que seria diferente.
Sempre digo isso, e é sempre a mesma coisa. Sempre.
A gente espera ouvir uma coisa, e não ouve.
A gente deseja não ouvir uma coisa, e ouve.

"- E quando você vai aprender a não se colocar no lugar dos outros?"

Mas como assim, porque ela falou isso pra mim?

"- Mas você só se coloca quando já cometeram o erro. Percebeu que ninguém faz isso por você? "

"- Claro que não..." Comecei.

"- Você é sempre tão correta e acaba sempre errando. Diz que tá cansada de esperar as coisas, e no final tudo fica vendo tudo se repetir, e não percebe que não é o tempo que faz as situações serem as mesmas, e sim você que sempre age da mesma forma, pare com isso, ele não merece tanta dedicação."

Bebi rápido a cerveja e dei a desculpa que já estava tarde.

"Preciso ir embora, nos falamos depois".

"- Desculpa, você sabe, as cervejas..vou só hoje."

Tudo bem. Você está certa.
Eu só estou indo embora porque já chega de verdades por hoje.
É, chega, eu entendi.
Levantei e fui embora.

Pensei: as vezes eu queria ser menos Eu.
Pelo menos em algumas horas dos meus dias.
Por exemplo, agora.

Ele, tão errado e individualista.
Eu, tão ferida.

Eu.





(...) Enfim.

Sei ñ..

Bem no começo ainda eu analisei toda a história, como quem vê de fora, sabe?
 E no fundo eu sempre soube que  iria dar certo...

Mas agora tá tudo tão distante... tão incerto... tão...tão..
- E porque você insistiu?

R- Porque nós, as pessoas, agimos assim: ás cegas e ás tontas
 

11.1.11

Momentos...

Atravesso um estado de insegurança...Um balançar entre a ilusão e o acreditar. Volto a questionar a possibilidade de algum dia ter alguma estabilidade emocional devidamente concedida, sem esta incerteza constante. Não sei lidar com a incerteza, nunca soube e não sei se algum dia conseguirei ultrapassar isto. Continuo a reger-me pelo sentimento, pelo achar que lutar basta. Já não sei se luto pelo inevitável ou pela possibilidade da felicidade.

Firo-me silenciosamente...pouco a pouco...e quando tudo culmina vejo-me encurralada no que gostaria que fosse e no que realmente é...
Magoo-me para evitar magoar. Desvalorizo para esquecer. No entanto, tudo permanece... Basta um segundo para que toda a confiança construída aos poucos desabe e se torne nesta insegurança que me corrói.

Já sou feliz sem o ser...

Já sofro sem sofrer. ..
Já acredito por acreditar...

7.1.11

... com aquela sensação de que tinha uma nuvem carregada de chuva sobre a minha cabeça...

E depois, começou a chover, só sobre mim!

Mas eu estava feliz !!!

Hun...

No momento estou como o sedento que recebe a água no último segundo de vida. E morre.
E confesso, tive tanto medo de me abrir.
De ver teus olhos com outros olhos... sabe..
E sentir teu cheiro.
E ouvir tua respiração.
De te ver perto de mim...
Eu tive tanto medo de mim...
Engraçado como há poucos segundos antes de voçê chegar, eu te via cinza. Mas agora, algumas lembranças se coloriram. Algumas que eu não vou te contar nesse instante...
Instantes...
Mas eu me abri. E te li.
E li como quem procura avidamente as respostas - uma gota d'água no deserto, antes da morte certa - respostas para o que eu me perguntei por tanto tempo. E foi o próprio tempo que disse que iria me responder. E eu fiquei esperando com aquela triste sensação de que ele havia se esquecido de mim.
Aquela triste sensação de que você também tinha se esquecido de mim.
E confesso agora, eu não esperava por voçê. Sabia que voltaria com outro cheiro..E voltou!
Como eu não esperava mais por você...
E acho mesmo que não espero mais...nem sei mais...está tudo tão diferente, tão cheio de ideias patéticas.
Mas eu ainda gostaria de saber se você tinha a pretensão de voltar quando me ligou a primeira vez. E se ficaria se eu te pedisse.
Só que não vou te pedir não. Não tenho mais nada pra pedir.
Quando eu pedi pra você não me magoar, você não me atendeu...
Por isso, ainda não respondi às tuas perguntas... Nem me manifestei em tua conversas.
Meu coração tem perguntas sem respostas.
Meu coração ainda tem uma dor que me faz chorar.
Meu coração tem tanto medo agora!
Você entenderia se eu ficasse em silêncio então não é?
Entrego agora aa tuas palavras ao tempo e aguarde ele te responder.

Espera como o sedento que lhe coloquem nos lábios a última gota e mesmo assim, ele morre...
Mas falo da esperança que tem aquele que ainda assim, traz a água...

5.1.11

Eu sou como um sonho doce. Ou como um pesadelo terrível. Eu sou com a brisa do mar. Às vezes como a tempestade. Sou o frio do inverno. Sou o sol escaldante do verão. Sou como a lua. Que muda constantemente. Sou tão boa quanto sou má. Sou uma caminhante apaixonada. Eu sou indecifrável.

4.1.11

Hoje eu desaprendi a ser menina.

Não, não tem nada de melancolia. Minha menina continua, mas não em mim, do meu lado. Hoje ela segura na barra do meu vestido só pra me mostrar o caminho da esquerda, quando o da direita tiver beco escuro.
Vi que o processo pelo qual estou desabrochando está sendo extremamente doloroso, como é com todo mundo, mas eu só achei que acontecesse lá fora,e não é bem asssim honey, acontece com você mesmo, e como todo ganho, precisa de uma perda, estou vendo que por mais que relute, meu grau de exigência está aumentando. E justo num mundo com tanto homem de merda eu estou teimando em ficar ainda mais exigente (como se já não bastasse).
E por causa disto, vou ficar sozinha o tempo que for e pelo visto, muito tempo. Estava com medo, não estou mais. Na realidade hoje estou pouco me fodendo se vou ter algum dia, de novo, aquela sensação de ENCAIXE.
Desconstrui muitas certezas que até então eram os meus pilares de sustentação. E hoje estou seguindo assim, cambaleante, mas ainda de cabeça erguida. Sempre recusei regras, mas hoje, eu serei despudoradamente fora da lei, não pra transgredir o sistema. Transgredir o sistema é muito fácil, o difícil é se transgredir já disse o grande Tom Zé.
Quero me reinventar. Reformular.
Mas calma, não se preocupe, eu não vou virar nenhuma mal comida com buço. Tá, mal comida até seja uma consequência pro não comida, mas juro que não vou ficar revoltada. Muito pelo contrário, ainda trago o brilho nos olhos e acredito em amor, não mais em amor eterno, esse eu deixo para Florentino Ariza e Fermina Daza do O amor nos tempos do cólera.

Hoje eu só quero ser cretina e ridícula por um bom tempo, até ter respirado e tomado fôlego suficiente para mergulhar em mim de novo e tragar da minha essência. Pois leveza não é um dom que tenho, é um bem que quero.

Aqueles homens...

Pode parecer maldade da minha parte, mas me consola saber que eles terão futuros mediocres, a pena é saber que não se lembrarão do que nos fizeram, de como nos trataram, dessa arrogância e dessa impertinencia que eles tem.


Na minha cabeça, enquanto os observo, fico criando fantasias, imaginando como seria dar uma surra, daquelas com um pedaço de pau, um taco, bater, bater, bater, bater e bater. Quando imagino essas situações, fica claro de como é fácil pra uma pessoa desiquilibrada e sem controle cometer uma atrocidade, sim, seria muito fácil.

Éééé, não sou tão ruim assim.

E agora estou aqui, sentindo algo que não sei o que é..., acho que quero minha vida de volta novamente, quero voltar a querer minha casa, sei que não posso pensar nisso agora, porque será um sofrimento desnecessário, mas ando tão irritada que esse pensamento está me rondando novamente.
Quero uma vida calma, bem calma, com silêncio, com carinho, com abraço, afago e afeto. As vezes tenho a impressão de que se eu estender o braço eu alcanço ...
Ainda quero chorar. Se eu chorar vou me sentir melhor.
POR FAVOR, LEMBRA DE MIM.
"As vezes construimos sonhos em cima de grandes pessoas.



O tempo passa e descobrimos que grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais pra torna-los reais."


Bob Marley

Sei lá...

As pessoas são estranhas...

Muitas não se importam em magoar, não se importam com os sentimentos, em machucar.

Mágoa dói, dói muito, e cria marcas feias, cicatrizes, e esse tipo de marca a gente carrega pelo resto da vida.

Por mais que o tempo passe, ela está lá, pra lembrar sempre e nunca deixar esquecer.

Isso não é do tipo quem bate esquece e quem apanha não. Magoa é diferente.

Mágoa é ferir sentimentos, qualquer um deles.

Mágoa = tristeza, dor na alma, desgosto, amargura, pesâme. É assim que o dicionário defini.

Dor na alma, é a que mais gosto.

A marca que a mágoa deixa é tão profunda, que chega a ferir a alma.

E minha alma está ferida, triste, dolorida.

Não é justo ferir as pessoas dessa maneira, não é justo.

3.1.11

Dialética

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Lembra aquele dia quando você segurou na minha mão, olhou nos meus olhos e disse: quem é você? Lembra que eu sorri e disse: eu sou a menina que você nunca vai esquecer? E a gente riu. Mas eu esqueci de te dizer naquele dia que quando eu me sento, não cruzo as pernas. Deixo os pés um ao lado do outro.
Ás vezes, com o dedão tamborilo um música que está na minha cabeça. Ou viro os pés pra dentro e fico sentada igual ao Forrest Gump, foi o que o meu amigo me disse.
Se ligo a tv, nunca acho coisas interessantes pra assistir e fico o tempo todo mudando de canal. Acho que é porque eu ainda não admiti que não gosto de tv. Ou gosto de ficar tentando assistir tudo ao mesmo tempo e ao mesmo tempo não assistir nada.
O rádio, não. Fica sempre na mesma estacão. Mas ouço, torcendo pra que algumas músicas não toquem... Algumas me fazem lembrar do quanto tempo demora pra esquecer alguém que parte o seu coração? Acho que no fim, a gente nunca esquece completamente. No fim, não tem fim. Depois de um coração partido a gente nunca mais fica completo. Fica partido, né?! A gente junta os pedaços, está certo! Mas se precisou juntar é porque partiu, né?! Não fica mais igual. E aí, a gente fica lutando pra esquecer alguém que roubou o meu eu original. Eu não estou mais igual.
E então, as pessoas que falam meu nome errado me irritam. Assim, como as que me oferecem chá já sabendo de antemão que eu não bebo isso. Nem chá. Nem suco. Nem um vinhozinho. Só água, muita água, cerveja e refrigerantes. E todos só com um canudo. Se bem que água com canudo não mata a sede. Pelo menos, não a minha.
Fico impaciente com gente falsa e fútil. Tem gente que pensa que ser fútil é ser legal. Sei lá, essa parte eu não sei explicar. A verdade, é que tem um monte de coisas que eu não sei explicar. Principalmente a saudade e essa dor dilacerante que a gente sente ao ouvir o amor dizer: "vou embora. Não quero mais." Eu também não sei explicar um amor que vai embora e gente que não gosta de chuva...
E agora, estou vendo mais um ano ir embora. E esse que está para nascer, e já fiquei sabendo pela mamãe que vai ser um ano lindo, eu já decidi: vou plantar um girassol na minha janela e um amor novo no meu coração. Um amor desses que não vai embora, sabe? Desses amores... ah, um amor assim, eterno!
E assim, os dias feios e tristes de 2010 vou colocar naquele baú que a gente guarda num canto qualquer do porão e nunca lembra de ir lá mexer porque sabe que lá dentro tem coisas tristes e coisas tristes não importam...
Eu sonho mesmo. E com o nascimento de um arco íris dentro de mim, pra que quando eu chorar, ele saia colorindo tudo pra deixar lindo como um girassol. E então, você vai entender como eu sou e vai deixar que minhas alegriaste deixem colorido também..
Então, plante um girassol também. E aí quando chover nele, você vai sempre lembrar de mim... como a chuva, como girassol, como você sabe que eu sou...

mais uma do Caio Fernando de Abreu...

Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?

haaa se eu soubesse...

Se eu soubesse, eu nunca teria atendido o telefone
na primeira vez que você ligou...
Se eu soubesse, eu não teria permitido
nenhum sentimento de amor...
Se eu soubesse, eu evitaria todas as lágrimas de dor...
Se eu soubesse, eu teria ficado no lugar que você nunca andou...
Se eu soubesse, eu teria gritado:
Não, você não sabe o que é amor !!!

Aquela carta

Tinha uma moça sentada no ônibus, chorando.
E dessa vez, não era eu.
Mas ela olhava pro lado de fora, e a dor caía em grossas lágrimas. E pelo jeito dela, era dor de amor. Quando é essa dor, a gente fica assim mesmo. Até o olhar é diferente...
Mas lá estava a moça triste, chorando a dor do amor. Dor e amor, como pode ? E a pior parte disso tudo, é que essa é a pior dor, porque ela insiste. Ela não passa. Ela fica. Fica um bom tempo.
E quando aquela moça chegar em casa, ela vai abraçar o travesseiro bem forte contra o peito, como se quisesse transferir a dor, mas não vai adiantar nada. Vai continuar doendo. Essa dor é assim.
Eu quase disse pra ela que vai doer mesmo e por um bom tempo, mas que chorar lava a alma...
É assim que é..

2010

  • eu acreditei
  • desacreditei
  • eu sonhei
  • esperei
  • encontrei de novo
  • e perdi...
  • eu amei
  • desamei
  • amei novamente
  • e sofri...
  • eu andei
  • eu falei
  • eu busquei
  • eu me calei
  • eu gritei
  • e sorri...
  • eu lembrei
  • eu sonhei
  • eu esperei
  • eu esqueci...
  • eu dancei
  • eu deixei
  • eu chorei
  • eu perdi de novo...
  • eu comecei
  • eu parei
  • eu terminei
  • eu recebi...
  • eu ganhei
  • eu paguei
  • eu viajei
  • eu escrevi...
  • eu cheguei
  • eu caminhei
  • eu expliquei
  • eu me perdi...
  • eu confessei
  • eu abracei
  • eu tentei
  • eu escondi...
  • eu tentei de novo
  • eu telefonei
  • eu chorei
  • eu senti saudades...
  • eu trabalhei
  • eu cansei
  • eu vi a chuva cair...
Ela saiu para caminhar um pouco.
E ainda ouviu alguém se oferecer pra acompanhá-la. Mas ela disse não, eu quero ficar só agora... E ela sorriu quando fechou o portão do que tinha acabado de dizer. Mas é que ela queria ficar só agora. E não estar só.
Por isso, ela atravessou a rua e saiu para caminhar só.
Só caminhar um pouco...
E ela até pensou que era melhor deixar-se em casa. Caminhar com ela, mas sem ela. E trancou o seu coração numa gaveta. Não queria que ele levasse outro tombo e se machucasse tanto de novo. E chorar, isso ela não queria. Ela só queria caminhar só...
E ninguém entendeu. Mas ela sabia...
Ah, só ela sabia...
E só saiu pra caminhar um pouco só.
E como ninguém entendia?
E só ela sabia?
Só...
... ela...

Metade indo e voltando

Sabe, eu tentei escrever uma carta linda...
Não é engraçado escrever cartas nos dias de hoje? É sim, mas eu ainda escrevo...
Mas eu queria que essa carta fosse de amor, de sentimentos, de carinho, sei lá, de tudo o  que eu tenho de mais bonito aqui, guardado.
Mas eu não consegui... Eu que me expresso melhor escrevendo, não consegui encontrar as palavras certas. É que não tem palavras certas pra explicar... Essa saudade...
E nessa parte da história não sei dizer que saudade é essa que me vem assim no meio de uma tarde chuvosa, ou de uma noite quente, ou dispara bem no meio do meu peito uma flechada quando eu caminho por aquela avenida movimentada...
Ah, mas hoje, eu tentei escrever uma carta, e quando eu vi, meu coração estava chorando. 
E ele disse assim, olha, eu ainda estou doendo, cara!!!
Como se eu não soubesse...
E eu ri em meio as lágrimas. Às vezes, a gente faz isso quando os sentimentos se misturam aqui dentro.
E eu respondi, olha, quando você dói aí, eu choro aqui e fácil!
E eu disse, vamos passear? Mas ele, o coração, não quis. Quis ficar doendo. E o dia todo. E com ele assim, fica difícil terminar uma carta. É que ele não consegue ditar nada bonito quando está doendo... Dita só dores. E disso, eu ando um pouco cansada...
E também, eu queria que a carta fosse a mais linda do mundo. Do jeito que é o que eu sinto. Porque o amor, o verdadeiro é claro, é a coisa mais linda do mundo. E esse amor, eu aprendi sentir.
Ah, mas deixa isso pra lá. É que o coração doendo, faz a gente ficar assim mesmo. Sensível. E chorona. E triste até.
Mas não se preocupe que eu tenho sido feliz apesar desse coração bobo que eu tenho...
Ah, deixa isso pra lá...
Hoje não vou falar do passado.
De dores.
De lágrimas.
De noites sem fim.
De solidão.
De silêncio.
Não!
Hoje eu não vou falar do que eu penso.
Do que ouço.
Do mundo lá fora.
De quem perdeu a hora.
De quem perdeu...
Hoje eu não vou falar de música.
Se eu ainda sou tua.
Nem fazer poemas pra lua.
De quem está nua.
Ficar nua é bom, a alma...
Hoje não vou falar nada.
Não espere de mim respostas.
Hoje eu vou sair de casa,
Levar a alma pra passear,
Sentar com um amigo na calçada.
E escrever música no chão...
Ei, não espere rimas não!
Isso nem é um poema
É vontade de escrever, apenas...

É assim que é...

Quando eu não quero que me encontre, corro pro meu quarto, apago a luz, coloco o fone no volume máximo... E ali, no meu quarto escuro ninguém me vê e eu não ouço ninguém...