27.1.11

É exatamente isso que eu faço quando minha vida toma um outro rumo, e eu tenho que começar uma nova história pra dar continuidade a minha existência. Evito o que acabou. Eu costumava dizer: se eu pudesse, eu apagaria boa parte do meu passado. Mas pensando bem, eu não apagaria. Eu só evito pensar nele. E isso é normal, não é? Evitar o que nos incomoda. No meu caso: o passado. 

- Eu preciso te encontrar.
- Eu também preciso.
- Precisa me encontrar?
- Não, preciso me encontrar. Eu me perdi em uma dessas madrugadas de insônia, quando o vento batia forte me levando tudo. Me levou embora de casa, do meu mundo, me levou embora de mim mesma. (...)
 
é você que me toma o pensamento. E é só disso que eu preciso.
Meu pedacinho de céu.
Era saudade o que eu sentia. Mas era saudade de alguém que eu saibia que voltaria, e eu sabia que quando o encontrasse, tudo o que sentíamos um pelo outro estaria exatamente no mesmo lugar, talvez em proporções diferentes, proporções cada vez maiores.
E não tê-lo por perto, era como se os dias se tornassem sem sentido algum.
Eu sabia, que só precisava de uma carga, igual desses celulares, eu só precisava de uma carga dele pra que tudo voltasse ao normal.
É, era pura saudade o que eu sentia, mesmo sabendo que "saudade não é tudo".

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