16.3.11

TEXTOS BOBOS..

CaladO
Ficar calado é uma grande oportunidade de falar com a consciência. É evitar falar palavras inúteis. Ficar calado é o desejo de poder gritar. É a vontade de xingar aquele que deixa você esperando enquanto pediu a você que esperasse um minuto e você já está esperando a horas. É dizer “te amo” a pessoa que não está nem aí com você.
Alguém me ensinou na prática que não se deve atirar pérolas aos porcos. Um dia, se eu reencontrar esta pessoa, preciso agradecer.
Não oferecer rosas a quem não gosta de rosas, não ser carinhoso com quem não precisa de carinho, não oferecer ajuda a quem não quer ser ajudado, não recitar poemas a quem não tem a sensibilidade de entende-los, não ser bonzinho com quem não entende o que é bondade, não ser correto com alguém que é incorreto, ser superficial com quem é superficial, não valorizar aquele que não me valoriza; não insistir em quem não dá sinais de que vale a pena insistir, amar quem realmente me ama.

15.3.11

Quem não faz terapia...Monta um blog...

AVULSO

Foi brincando em sonhos
que caí na realidade dos dias
fartos de saudade.

Não falo de encontros
por não ter a certeza dos caminhos.
Na ciranda da vida canto felicidade ao vento
para que ele chegue aqui em brisa leve
e refresque o coração.

Os segredos que me cercam
disfarçam vontades
entortam as verdades
me repelem de mim.

Canto horas com o tempo
para me convencer da partida,
contar histórias de quem se foi.

10.3.11

Prq eu esrevo 2.

Sacudido, o sentimento acabou se quebrando
por não ostentar no peito uma placa dizendo frágil.

Não sei a quantas anda a leitura de v6 que visitam este blog...ultimamente ando meio ausente..

Não, não sei traduzir em palavras o que me leva a escrever. Até porque há muito não escrevo com regularidade, tanto que este texto é um simples relato crú, sem voltas poéticas ou tiques nervosos de um contista.
Os que costumam ler este blog já devem ter percebido que um dos assuntos que mais gosto de tratar é o tempo: essa coisa sólida intangível que nos cerca. Acho que devo tê-lo constrangido, pois agora ele me devora e não permite mais que coloque na pauta imaginária do documento em branco meus devaneios mais profundos. E digo profundos pois escrever superficialmente não é algo que me agrade. O que me leva a escrever é a subliminaridade das palavras bem colocadas (nem sempre tão bem colocadas), as entrelinhas, a sutileza da interpretação, pois acredito que meus textos são como natimortos que ressurregem quando lidos, e de alguma forma ganham vida em meio às referências pessoais de cada um.
Contudo, aprendi que não sou um escritora. Sou apenas um plágio de tudo que vejo, sinto e vivo. Não tenho uma fórmula. Na verdade costumo ser acometida por letras, como parasitas que emergem após passado o tempo de incubação. Fora isso apenas persisto em tentar criar a melhor atmosfera para que elas, as palavras, tenham a chance de reiniciar seu ciclo, instalando-se aconchegadamente entre as referências dos que me lêem, para enfim cumprirem seus devidos papéis. Tudo é questão de tempo.

Sempre te disse que um dia eu voaria...

Por enquanto, levar só o que é importante.
É estranho fazer as malas agora. Por que onde é que eu vou encontrar uma capaz de levar só o que é importante, como o meu coração, as horas em que sentirei saudades, as horas de medo e solidão, as horas do aconchego, as horas em que ficamos sem fazer nada só perto um do outro?
O nosso céu continuará sendo o mesmo, não é? Às vezes, tenho a sensação de que chove mais lá do que aqui. Mas nas manhãs de chuva, me lembrarei de você. As 6 da tarde também. E acredita que até das brigas sentirei falta?
Sentirei falta...
Mas quando for noite lá, será noite aqui também. E você me promete que estará pensando em mim a cada vez que abrir a janela e ver de longe a ponte congestionada? E eu pensarei sempre em você.
E sentirei saudades...
Olha, não fique triste não. Lembra que eu sempre te disse que um dia eu voaria? E me fazer feliz agora é me deixar voar. E quando a saudade apertar, enfrente o trânsito congestionado e venha me visitar.
E eu voarei sempre pra perto de você!
Ah, meu amor, não chora!!! Quem vai, um dia volta. E eu preciso ir pra voltar.
E eu sempre te disse que um dia eu voaria...

2.3.11

Sentada na calçada, fone no ouvido, ela observa. Carros que vem e vão. Pessoas também. E ela calada, apenas... E espera.
E cansaço é a sua melhor resposta quando mais uma dia vai embora e ele não vem.
Mas um dia vem, um dia vem, um dia vem...
E ela secou do rosto o pingo da chuva que caiu, mas o sol brilhante a fez sorrir e seu coração lhe fez entender: não era só chuva.  Por isso ela fechou os olhos, aprisionando a cristalina água ali, dentro de si... Água salgada que brota do coração...
Ela sabia que choveria por mais dias. Que choraria por mais vezes, mas ela espera mesmo assim...
Sentada na calçada, fone no ouvido, ela repetiu a canção e suas palavras de esperança: uma dia vem, um dia vem, um dia ele vem... o amor !!!