Sentada na calçada, fone no ouvido, ela observa. Carros que vem e vão. Pessoas também. E ela calada, apenas... E espera.
E cansaço é a sua melhor resposta quando mais uma dia vai embora e ele não vem.
Mas um dia vem, um dia vem, um dia vem...
E ela secou do rosto o pingo da chuva que caiu, mas o sol brilhante a fez sorrir e seu coração lhe fez entender: não era só chuva. Por isso ela fechou os olhos, aprisionando a cristalina água ali, dentro de si... Água salgada que brota do coração...
Ela sabia que choveria por mais dias. Que choraria por mais vezes, mas ela espera mesmo assim...
Sentada na calçada, fone no ouvido, ela repetiu a canção e suas palavras de esperança: uma dia vem, um dia vem, um dia ele vem... o amor !!!

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