21.5.10




Sou órfã de luz.Pó de florPrimavera sem almaMargarida sem corO pôr-do-sol engolido pela noiteBeija-flor arredioChuva serenaLua crescenteCandeeiro sem chamaA sombra me segue e aliciaComo um portal às estrelas sem luzO vento transporta o póperfumado até o meu amor.Pois fui reduzida a pó de flor.

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