Se lhe dissesse que nossa mocinha sentia dor estarei mentindo, seus ossos se juntavam como se não houvesse nada entre eles. No seu profundo abismo havia uma parte do seu corpo que sofrera tanto que se encontrava dormente. Que coração vagabundo, não parava de vazar, não cansava de sofrer e insistia fia mente em se iludir. Tinha olhos de goteira por onde lágrimas pingavam sem interrupção, e quando tudo parecia estar seco enfim, voltava ele, como um cachorro arrependido, sangrando compulsivamente.
– Te acalma menina, um dia ele volta e trás consigo toda tua alegria que à tempos levara de ti.
Ao acordar sentirei sua presença.
Isso me alimentará por inúmeras horas.
O que me resta é reviver as lembranças.
Procurar-te-ei em outros corpos.
Parar-me-ei quando minha alma se acalentar,
e meu ser não mais necessitar de ti.
Eis aí algo inatingível..
Pois apenas teu abraço me aquece,
e somente tua voz me acalma.
Vou aprendendo a viver sem você
assim falecendo à cada dia mais.
Não desfrutar de sua companhia é o mesmo que ter a morte em vida.

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