Ele me usou,
usou e desfrutou
de tudo de bom que eu pude dar.
Ele me vestiu,
colocou-me sobre à pele..
Depois mostrou-se carapuça.
Ele me mastigou,
como um pedaço de cana,
me chupou!
Ele me tirou,
tirou tudo de bom que me restava,
E se não bastasse
tirou minha doçura.
Virei açúcar.
Queria mesmo não ser açúcar
queria para ele ser a cachaça
queria ser água ardente.
Mas apenas me faço bagaço
e me acanho de lado.




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